domingo, 23 de setembro de 2007

Mega Post: Jambolada 2007

[Correções feitas a pedido de Robison e Alexandre]


Pois é. Quem duvidava, agora já não tem mais o que questionar. Uberlândia entrou definitivamente para o cenário de festivais independentes de música. E a 3ª edição do Festival Jambolada veio confirmar o esperado: 25 bandas, quase 10 mil pessoas nos três dias de evento e a sensação de que algo está mudando. E para melhor! Além de nomes já consagrados, como Tom Zé e Nação Zumbi, o público pode ver e ouvir um série de bandas que contagiaram os presentes com uma gama infinitamente diversificada de sons, performaces e discursos.
No primeiro dia, apesar de um atraso de vido à dermora na montagem do som, o festival começou morno (para o público), mas as bandas fizeram jus à sua presença no evento. Quem chegou atrasado, perdeu a incrível performace da banda mineira Vandaluz, com um rock and roll certeiro, letras inteligentes e divertidas, com direito a gaita e baterista tocando flauta transversal. Destaque para o vocalista Cassim, e o poeta-guru da banda, Vane Pimentel [foto ao lado], que contagiou as pessoas com seus poemas ora carregados de humor, ora reflexivos e críticos.
A segunda banda a entrar em cena, o ÁcidoGroove, mostrou músicas bem compostas, um certo ar romântico/nostálgico e um prêmio Toddy de banda revelação na bagagem, e agradou a platéia que começou a lotar a área em frente o palco. PROA, de BH deixou um certo ar de quero mais: um som instrumental, com uma mistura de temas de novela, seriados antigos e arranjos um tanto quanto dançantes que surpreendeu quem não conhecia a banda.
Alias, surpresas não faltaram. Bandas desconhecidas até então para o público uberlandense foram os pontos altos do festival. Falcatrua [foto ao lado], também de Belo Horizonte exibiu performaces arrojadas, canções com refrões que grudam na cabeça, sem serem melosas ou pastiches. Juanna Barbêra, prata da casa, que abriria o show de Tom Zé, mas devido a problemas tocou posteriormente, mostrou que a cena independente da cidade vêm crescendo, e se distanciando cada vez mais do binômio Porcas Borboletas e Dead Smurfs. Ponto para os admiradores da boa música.


Flip, flip, flip, fliperama......



Seria perfeito: bandas interessantes, gente lotando o Acrópole e no meio da primeira noite o show mais aguardado: Tom Zé [foto ao lado]. Mas o que pairou sobre o ar foi um ar de decepção e ironia. O músico reclamou do público, atrasou sua apresentação e não atendeu pedidos de fãs, alegando que as pessoas não sabiam ouvir, ou mesmo se portar diante de seu a apresentação. A “catequese musical” pregada por Tom Zé, a respeito de uma educação diante de apresentações deveria aplicar-se também a quem se apresenta, demonstrando respeito e carinho por uma maioria de pessoas que certamente estava ali apenas para vê-lo. Não aconteceu, infelizmente.
Mas nada que viesse atrapalhar o brilhantismo da noite e das próximas bandas, competentes e mais “modestas” na sua relação com as pessoas.


Daniel Belleza, dia amanhecendo e outras cositas.




Ainda no primeiro dia, apresentaram-se, Los porongas, com um pop rock bem acabado, demonstrando porque a banda anda nas pricipais mídias de divulgação de eventos de música independente. O aclamadíssimo Vanguart, que fez juz a todos os elogios que vêm recebendo nos mais diversos veículos de informação, pois demosntra toda a expressividadade de um folk rock elegante, inteligente e autoral. Destaque para o vocalista Hélio Flanders [foto ao lado], carismático e contagiante, que conseguiu segurar a palatéia mesmo após o show de Tom Zé. Enquanto era executada a música “Semáfaro”, vários artitas de outras bandas subiram ao palco para acompanhar o músico, em uma espécie de declaração explícita de amizade que impera no circuito independente. Para finalizar a noite, se apresentaram Porcas Borboletas e Daniel Beleza e os Corações em Fúria, prejudicados pelo término abrupto de sua apresentação, devido ao atraso dos shows anteriores. Os músicos da banda se mostraram irritados com tal atitude, pois no meio do show as luzes da platéia foram acesas, “forçando” de certa forma o término. Esses problemas, acarretaram-se pela demora da montagem do som, a demora de Tom Zé ( que passou o som antes de entrar no palco, e com uma hora de atraso), e relações contratuais com a casa de eventos.


[Fotografias Thiago Carvalho]

4 comentários:

Robisson de Albuquerque disse...

esse blog tá ficando bão hein sô oxi... gostei
apenas uma consideração, a foto do cara em cima das cadeiras é o Falcatrua e não do Proa, mas ambas bandas são de BH...
bjos na boca proceis

Unknown disse...

Putz... distribuem o endereço do blog durante o festival e quando chego aqui achando que teria uma resenha do que foi o festival como um todo me deparo com um texto praticamente igual (em relação à outros que li a respeito do festival). Pior foi ver que a resenha termina exatamente até onde o festival foi ruim (metade do primeiro dia). O mais legal veio depois com Los Porongas, Vanguart e Daniel Belleza. E o segundo dia, cadê? E a tarde na praça, cadê? E eu achando que aqui não fosse encontrar jornalismo medíocre! Eu sou mesmo um sonhador...

Neurônios disse...

Valeu pessoal pelos comentários.
Farei as devidas correções.
E alexandre o post foi estava incompleto. Espero que o que ficou faltando supra a ausência que notou. E para ambos fica o convite para ser um neurônio e mostrar como é para vocês o papel da mídia. Teremos o maior prazer de publicar, claro que se necessario fazendo alguns ajustes para que ninguém seja ofendido e as informações passadas sejam mais que puros gozos estéticos pessoais. O e-mail de contato é neuronioscorp@gmail.com
Valeu pela crítica.
=)

ACIDOGROOVE disse...

FICAMOS FELIZES QUE TENHAM UMA IMPRESSÃO POSITIVA DO NOSSO SHOW. OBRIGADO E ATÉ O PROXIMO.